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Autohoje n.º 1086 - 2 de Setembro de 2010 - Editorial |
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 | Ficção ou terror
Nos imensos filmes que se fizeram desde que há cinema, e especialmente nos anos efusivos de 1930/40/50 sempre que o tema era o futuro os humanos apareciam vestidos à “homem de lata” e os carros assumiam uma forma mais ou menos de foguetão e... a voar.
Na nossa rubrica do “Era uma vez...” desta semana damos 21 respostas a outras tantas perguntas que mostram que as coisas não serão bem assim. Mas esta visão não é fruto da nossa imaginação, nem sequer do mais afamado realizador de filmes de ficção científica. Resulta, sim, dos inúmeros estudos encomendados e realizados nos últimos meses por universidades, reputados institutos e reconhecidas empresas de todo o Mundo.
O objectivo não passa por idealizar o melhor cenário para a próxima realização de Hollywood, mas sim o de tentar adivinhar onde estarão os maiores investimentos do futuro? Por outras palavras, todos querem estar na linha da frente de qualquer coisa que dê dinheiro, muito dinheiro, seja ela a plantação de cereais para biocombustíveis ou o desenvolvimento de baterias à base de enguias eléctricas. E numa época em que ninguém tem a certeza sobre nada, quase todas as ideias poderão parecer viáveis e racionais, principalmente junto de poderes decisores (os políticos) que vivem quase num estado de esquizofrenia e num permanente “faz-de-conta-que-sei-o-que-estou-a-fazer”.
De todos os estudos que se estão a fazer poderemos chegar a uma visão optimista como a que defendeu o Paulo Marmé, para si e para os seus filhos, na página do sumário... ou duvidar que o filme de terror do dia-a-dia realizado por homenzinhos mesquinhos e sem passado - e guardados por monstros de sete cabeças - terá um final feliz ou um desfecho edílico no futuro.
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